3 de janeiro de 1993

Início do desarmamento nuclear 1993

O excesso de armas nucleares que garantia a destruição mútua, o esforço econômico que isso acarretava e o risco de guerra ocidental levaram a que, desde os anos 1960, em plena Guerra Fria, os Estados unidos e a União Soviética decidissem limitar a corrida armamentista. Influiu também a conveniência, de um ponto de vista propagandístico, de cada qual se mostrar mais disposto ao desarmamento do que o rival, assim como a necessidade de desenvolver a armas que tornava parte das disponíveis desnecessárias. Em 1972, iniciaram-se as Conversações sobre os Limites para Armas Estratégicas (SALT, na sigla em inglês), o que definiram os acordos SALT 1 (essencialmente o tratado ABM, pelo qual se comprometiam a não desenvolver defesas antimísseis) o os SALT 2, em 1979, pelos quais se estabeleciam limites para os mísseis balísticos intercontinentais lançados de terra (ICBM) e do mar (SLBM).

No dia 31 de julho de 1991, ambas as superpotências firmaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas, mediante o qual as ogivas nucleares lançadas ficavam limitadas a 6 mil, com um máximo de 1.600 mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos lançados por submarino e bombardeiros para cada superpotência, o que representou a eliminação de quase 80% das armas nucleares estratégicas existente naquela época.

Em 1992, com assinatura do acordo diplomático entre os presidentes Bush e Iéltsin, a Rússia devia deixar de usar e eliminar as lançadeiras de mísseis intercontinentais de ogivas múltiplas, considerados a arma de dissuasão por excelência e os mais temidos pelos Estados unidos, pois podia alcançar seu território. Por sua parte, Washington reduziria pela metade os mísseis de ogivas múltiplas nos submarinos. finalmente no dia 3 de janeiro de 1993, o presidente russo Boris e seu homólogo norte-americano George H. W. Bush assinaram o Tratado START 2.

O START 2 proibiu o uso de ogivas múltiplas, de tal modo que o número máximo de ogivas nucleares ficaram limitados a 3.500 unidades para cada uma das partes no ano 2000, dependendo da economia russa. Ao todo, seriam desmanteladas cerca de 15 mil ogivas nucleares. O Tratado permitiria uma redução progressiva dos dois anos seguintes, até restabelecer os níveis dos anos 1960. Assim como o START 1, o novo acordo não previa a destruição das armas, mas sim dos mísseis utilizados para o seu lançamento.

A demora do Parlamento ucraniano em ratificar o STAR 1 constituiu um grande obstáculo para implementação do START 2.

Com os anos o tratado perdeu importância e ambas as partes perderam o interesse nele. Os Estados unidos queriam modificar o Tratado ABM para permitir o desenvolvimento de um sistema de interceptação de mísseis balísticos (conhecido popularmente como Guerra nas estrelas), ao que a Rússia se opunha. No ano 2000, a Duma (Câmara baixa do Parlamento Russo) finalmente aprovou o tratado, dando um passo simbólico para tentar preservar o Tratado ABM, coisa que o Estados unidos não fariam.

Em 2002, o presidente George W. Bush Vladimir Putin firmaram em Moscou outro Tratado sobre Redução Estratégica Ofensiva, que substituiu oficialmente o START 2.

Saiba mais:

Para conseguir a eliminação total das armas nucleares do planeta, a ONU criou a Organização Preparatória para o Tratado de Proibição de Testes Nucleares.

A Agência Internacional de Energia Atômica

é um fórum intergovernamental com sede em Viena, na Áustria, para a cooperação científica e técnica em matéria de utilização de energia nuclear com fins pacíficos.

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