1984 (1949) George Orwell

George Orwell nasceu com o nome de Eric Arthur Blair, na Índia, em 1903. Filho de cidadãos britânicos, foi educado na Inglaterra antes de voltar ao oriente para se alistar na polícia imperial indiana da Birmânia. em 1928, mudou-se para Paris, retornando a Londres em 1929 para escrever Na pior em Paris e Londres (1933).

Em 1936, viajou para Wigan (localizada no nordeste da Inglaterra), onde experimentou a pobreza causada pela depressão. No mesmo ano, casou-se com Eillen, antes de partir para lutar na guerra civil espanhola.

Orwell retornou à Inglaterra em 1937 e em 1941 foi trabalhar na BBC. Demitiu-se em 1943 retomou a escrita com a revolução dos bichos (1945), que se tornou um sucesso imediato. Sua mulher morreu inesperadamente naquele ano e George isolou-se em Jura, uma ilha escocesa, onde escreveu 1984 (1949). Morreu de tuberculose em 1950, aos 46 anos de idade.

Outras obras:

1934 Dias na Birmânia

1937 A caminho de Wigan Pier

1938 Lutando na Espanha

A literatura distópica

A literatura distópica é um gênero que trata de certa visão aterrorizante quero de uma sociedade que se constituiu no posto completo da utopia (Um mundo ideal e perfeito). Desde o aparecimento da Utopia, de Thomas Morus, em 1516, as distopias vem sendo invocadas ao longo dos séculos por diversos autores para focalizar temas como as ditaduras (comunistas ou fascistas), a pobreza, a tortura, a opressão dos povos e o controle da mente das pessoas.

Pontos críticos

As distopias se voltam basicamente para o futuro fictício e, frequentemente, para o medo do que pode surgir a partir de novas tecnologias e das mudanças sociais. No século XX, por exemplo, a ameaça imposta pela força destrutiva da bomba atômica e o cenário das dramáticas alterações climáticas forneceram fontes poderosas para distopias.

A obra 1984

A distopia moderna mais conhecida é 1984, de George Orwell. O temor desse autor ante a emergência do stanilismo (período em que o poder político na antiga União Soviética foi exercido por Josef Stalin), é o ponto de partida do romance.

Embora George acreditasse no socialismo democrático, ele não via a emergente União Soviética – onde um partido político havia consolidado um controle absoluto – como socialista de maneira nenhuma. Além disso, ele havia testemunhado o esfalecimento das forças contrárias a Franco na Guerra Civil Espanhola, em 1936, quando comunistas pró-Stálin se voltaram contra aqueles que, supostamente, eram seus aliados.

O livro 1984 retrata uma sociedade totalitária que manipula seus cidadãos por meio da propaganda, transformando verdades em mentira em nome da manutenção do poder político.

O fim da história

As primeiras palavras de 1984 – “era um dia frio e luminoso de Abril, e os relógios davão 13 horas” – alerta o leitor para o fato de que mesmo a própria natureza para construção temporal de um dia foi alterada. Winston Smith, protagonista do romance, está entrando em seu preço de apartamentos. É um cidadão de Londres, capital da Pista de Pouso Um (anteriormente conhecida como Grã-Bretanha), uma província da Oceania, um dos três estados transcontinentais que restaram depois de uma guerra nuclear mundial. Cartazes encher as paredes com a imagem de um rosto – “um homem de uns 45 anos, de bigodão preto e feições rudemente agradáveis”, e O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ, dizia o letreiro”.

O Grande Irmão é o líder do partido que governa a Oceania.

O mundo habitado por Smith é governado por uma elite. As massas, que constituem 85% da população, são controladas por quatro ministérios paradoxais:

1 Ministério da Paz – supervisiona a guerra.

2 Ministério do Amor – trabalha com o policiamento.

3 Ministério da fartura -controla a economia, incluindo o abastecimento da população.

4 Ministério da verdade – lida com notícias e com a educação das massas, veiculando propagandas para controlar os pensamentos das pessoas.

Um dos principais canais de controle é a Novafala, linguagem do Ministério da verdade, que dita a verdade sobre o passado e o presente. A história é revisada e reescrita para se adequar aos decretos constantemente alterados pelo Estado.

A “NOVAFALA” é uma língua simples e inflexível, purificada para expressar significados e satisfazer as necessidades do Socialismo Inglês. Como o pensamento é que a palavras, o Estado inibirá os “Pensamentos-crime”, e as ideias e os sentimentos pessoais dissensão se tornarão impensáveis.

Termos Novafala

Pensamento – crime ato criminoso de questionamento do partido dominante.

Patofala forma de fala descereba que permite que qualquer bobagem seja proferida de maneira convincente.

Bempensar visão aprovada que não conformidade ideological partida.

Despessoa alguém apagado do registro histórico pelo Estado.

Almasentir aceitação incondicional das ideias do partido.

O próprio Winston Smith trabalha para o Ministério da verdade, editando registros históricos e incinerando documentações originais, que são enviadas para o “buraco da memória”. Assim a história para: “Nada existe além de um presente interminável no qual o partido sempre tem razão.”

O papel do Ministério da verdade é intimidar e aterrorizar a população para garantir a conformidade. Orwell descreve o edifício do ministério como uma enorme estrutura piramidal sobre a qual se pode ler os três slogans do partido.

Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força.

Um governo que tudo vê

Uma rede de telas de televisão, câmeras e microfones embutidos está em operação para espionar a população.

A rebelião do homem comum

Orwell mergulha o leitor nesse horrendo mundo totalitário antes de revelar que Smith está em engajado numa son mortal de rebelião. Em seu minúsculo apartamento, dominado pelos instrumentos controle do partido, Smith está começando a escrever sua própria história num diário que obteve de segunda mão – um crime de auto-expressão.

Winston Smith é o herói do romance é um homem comum e seu ordinário sugere que não há nada especial a respeito desse. Isso torna seu ato de subversão revolucionário: se cada Smith se rebelasse contra a sociedade, estaria aberto o caminho para a revolução.

A caracterização de Smith como um rebelde, aquele que tem sua própria atitude em prol da verdade contra a máquina do partido, cria um campeão improvável. Em Júlia, ele encontra uma amante e camarada. Ela é mais nova e uma ativista política aos olhos da Liga Juvenil Antissexo, mas passa a Smith um bilhete com uma mensagem simples “Eu te amo”. O romance entre os dois é, em si, um ato de rebelião, um crime sexual. Seu amor escondido escondido não poderá durar muito tempo, oculto sob a fachada de obediência ao Grande Irmão e às regras da Oceania.

Inimigos do Estado

O inimigo reconhecido do estado é Emmanuel Goldstein, ex-líder do partido, agora à frente de um movimento de resistência conhecido como Confraria. Goldstein é uma figura desprezada, usada para unir o senso da cidadania da Oceania por meio de um ritual diário de “Dois Minutos de Ódio”, em que a imagem de Goldstein deve ser atacada enquanto está exposta nas telas de TV.

O domínio da manipulação

As as formas por meio das quais o estado consegue manipular e controlar seus cidadãos são temas centrais de 1984. Num sistema totalitário, as escolhas e os estilos de vida individuais se tornam alvos do governo controlador.

A a organização ditatorial mostra estar determinada a manter seu pulso forte sobre o poder por meio do enfraquecimento das relações pessoais. Orwell traça os métodos de coação psicológicos e físicos usado pelo governo, ocultos explícito, e a tentativa de aniquilar os sentimentos humanos e fragmentar o espírito das pessoas. Como ressalta Júlia: “Todo mundo sempre confessa. Não tem como evitar”.

A a experiência de Smith revela como aparelho de estado age sobre um único indivíduo, fazendo com que o leitor não apenas sinto a sua dor, mas também se eu desejo ardente por lutar contra a máquina estatal a qualquer custo.

Uma mensagem moderna

A crítica inicial de 1984 foi extremamente positiva em relação a originalidade da sua sinistra profecia. Desde então, o texto alcançou abrangência global, sendo traduzido para cerca 65 idiomas. Ganhou novos públicos em sua versão cinematográfica dirigida por Michael Radford.

A questão central da distopia mostrada em 1984 está no risco de se permitir o excesso de controle àqueles que governam. Numa era globalizada, com vigilância massiva, o legado de Orwell repercute mais do que nunca.

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