Sujeito

O sujeito se arvora
Como senhor do objeto
A pretensão em manifesto
Torna o próprio umbigo
O centro do universo
O sujeito é cheio de si
Que nem liga para os outros
Se acha todo poderoso
Postergando o inevitável fim
O sujeito aparenta sapiência
Em sua arrogante prepotência
Nem sequer desconfia e nem lamenta
Que apenas pensa que pensa
O sujeito amiúde se ausenta
Quando a indagação se faz presença
Como enxame de loucas abelhas
Quando é demasiada a subserviência
O sujeito se empolga
Ao ritmo do rum e da polca
E já nem mais se importa
Se o seu caminho é apenas porta
Sem entrada e sem saída.

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