Quem popularizou o romance policial?

Anna Katharine Green foi escritora e poetisa. Nasceu em 11 de novembro de 1846 no Brooklyn. É considerada a “mãe dos romances investigativos”.

Ela mostrava desde cedo interesse em prosa romântica, tendo se correspondido com Ralph Waldo Emerson(escritor, filósofo e poeta). Porém, Anna não conseguiu reconhecimento como poeta. Dedicou-se então, a escrever ficção e em 1878 publicou o livro The Leavenworth Case que foi um grande sucesso no ano de seu lançamento.

Mais tarde ela se tornou uma autora best-seller, publicando mais de 40 livros.

The Leavenworth Case (1878) é um romance policial americano e o primeiro romance de Anna Katharine Green .
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Sinopse:
Na biblioteca da sua mansão da Quinta Avenida, em Nova Iorque, o milionário Horatio Leavenworth é encontrado sem vida, tombado sobre a secretária. Não tarda a que se perceba que esta morte não foi acidental e todos os moradores da casa são considerados suspeitos: desde as suas sobrinhas Mary e Eleanor ao seu digno mordomo e aos restantes serviçais.

O detetive Ebenezer Gryce, homem corpulento que nunca estabelece contacto visual direto com ninguém, terá de recorrer a todas as habilidades para não se deixar iludir e para conseguir desvendar os segredos mais obscuros que se escondem entre os brilhos do palco nova-iorquino dos finais do século xix.

O trabalho de Anne popularizou o estilo no país uma década antes de Arthur Conan Doyle escrever a primeira história de Sherlock Holmes. Para a pesquisadora do gênero, Ellen Higgins, algumas pessoas desconsideram o trabalho de Anne para não competir com um “mestre” do estilo.

Anne também leva o crédito por ter escrito histórias de detetive na forma clássica e por desenvolver o conceito de romances em série. Seu principal personagem era o detetive Ebenezer Gryce, mas em três romances ele é auxiliado por uma assistente jovem e agitada, chamada Amelia Butterworth. Ela também escreveu histórias de detetives voltadas para o público feminino, com a personagem de Violet Strange, uma debutante com uma vida secreta como detetive.

Ela também criou solteironas idosas e jovens detetives do sexo feminino, os dispositivos inovadores da trama de Anne incluíam cadáveres em bibliotecas, recortes de jornais como “pistas”, o trabalho do legista e testemunhas especializadas, peças presentes em qualquer série contemporânea que trabalhe com investigação criminal.

Yale Law School(escola de Direito da Universidade Yale)  já usou seus livros para demonstrar o risco de se confiar em provas circunstanciais em um caso criminal. Seu primeiro livro criou um debate acalorado na assembleia legislativa da Pensilvânia sobre ter ou não sido escrito por uma mulher.

Anne era um caso de sucesso feminino em um meio literário dominado por homens, porém não pode ser considerada uma feminista, já que era contra o sufrágio e contra muitos ideais do feminismo.

O estilo de escrita de Green foi tão marcante em seu primeiro romance que arrebatou fãs em diversos países. Naquela ocasião ela se tornou referência para escritores de todo o mundo, tendo entre seus fãs o britânico Arthur Conan Doyle, o pai de Sherlock Holmes, que viajou para conhecer a escritora americana. Outra fã foi ninguém mais ninguém menos que Agatha Christie.

Em sua autobiografia, Agatha Christie citou Anna Katharine Green como uma grande  influência em sua própria ficção.

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