O preço de um crime – E. J. C. King

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Introdução

Ao abrir os olhos, senti uma grande vertigem. Meus olhos ardiam. Não me recordava o que houve. Sentia meu corpo preso e avistava apenas uma luz fraca e amarelada. Logo em baixo tenho a impressão de ter visto uma mesa de madeira velha, mas meu corpo estava fraco demais para me forçar a ver os detalhes do lugar em que estava. Sentia que meu corpo enfraquecia a cada momento em que tentava me manter lúcido.

Ao fundo da escuridão em que estava meu consciente, ouvi passos, eles vinham longe, mas eu podia ouvir que alguém se aproximava e pelo som me parecia os saltos de uma mulher. Abri os olhos enquanto o som se aproximava e ainda sentia aquela sensação pesada no corpo. Minha mente estava confusa. Foi quando me dei conta que estava preso. Pernas amarradas e pulsos presos a uma espécie de várias cordas e algo que sentia cortar minha pele a cada vez que eu tentava me mexer. O meu corpo estava imobilizado por tiras de couros.

Ao me lembrar dos passos, eles haviam parado e ao fundo onde a fraca luz amarela ainda conseguia iluminar, eu podia perceber a figura de uma pessoa. Logo me esforcei em falar algo e com a voz fraca, consegui.

— Oi! Onde estou e quem é você?

Tudo se resumiu em silêncio. Aquilo me proporcionou sensação de medo e desespero. Era como se meu corpo estivesse imerso em um poço de água gelada. Ainda no mesmo lugar aquela figura estava parada em silêncio. Eu estava muito cansado e minha mente estava confusa. Esforcei-me para descobrir quem era a pessoa que estava ali, no entanto, meu corpo não resistiu. Ao fechar os olhos sentindo-me desfalecer, pude perceber o que parecia uma parte dos pés daquela pessoa. Eram sapatos pretos com material de camurça, acho, sem brilho e com uma textura delicada, saltos bem altos. Logo tudo ficou escuro. Minha mente estava apagando.

Abri os olhos, creio eu, que depois de um bom tempo. Estava um pouco melhor que antes. Olhei ao meu redor e aquele lugar me parecia um galpão abandonado. Coisas cobertas por lonas. Aquela luz amarela e fraca não me permitia ter uma boa visão. À minha frente havia uma cadeira. Não me recordo dela. Se não me engano ela não estava ali antes de eu ter aquele apagão. Tentei gritar por ajuda, mas ainda estava fraco.

Ouvi uma porta se abrir. Perguntei quem era. O que queriam comigo. Não havia motivo para eu ter de estar ali. Minha vida era rotineira, sempre trabalho e casa. Eu não possuía bens materiais de grande valor, nem uma boa conta no banco para ser sequestrado. Era amigo da vizinhança. Possuía amigos e sem nenhum inimigo, assim até o momento eu pensava.

Pude ouvir novamente passos. A pessoa caminhava em minha lateral. Tentei virar para ver quem era, mas o material que estava prendendo meu pescoço começou a ferir minha pele. Senti o ardor do corte e então decidir continuar imóvel. Senti a presença de uma pessoa parada ao meu lado.

— Oi! Creio que está havendo um engano. Eu não tenho dinheiro. Quem é você e onde estou?

— Meu doce. Não existe engano algum.

— O que? Por quê? Quem é você?

— Está fazendo as perguntas erradas! O certo de perguntar é o que será de você, depois de todo o seu passado.

— Desculpe-me. Não entendo. Porque estou aqui? Por favor, me solte. Tenho filhos. Sou trabalhador honesto.

— Que pena. Infelizmente você irá morrer. Uma morte prazerosa para mim.

— Mas por quê? Não! Por favor! Quem é você? O que foi que eu lhe fiz?

— Faça silencio. Não estrague meu momento. Amo ver essas cordas mergulhadas em cola e gilete fazendo seu trabalho. Cada corte é um prazer.

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