Literatura clássica japonesa

A arte e acultura japonesa floresceram no período Heian, quando a corte imperial se situava em Heian-Kyõ. Foi durante essa época que a literatura clássica japonesa começou a surgir distinta da língua e da cultura chinesa.

Apesar de o chinês permanecer como língua oficial da burocracia e da nobreza, a forma mais simples da escrita silábica japonesa kana gradualmente se tornou a língua de literatura nacional.

Heian = é a última divisão da história clássica japonesa, indo de 794 a 1185. O período recebeu o nome da capital da época, Heian-Kyo, a atual Kyoto. Foi o período da história japonesa no qual o budismo, o taoísmo e outras influências chinesas atingiram o seu máximo

Patrocínio imperial

A poesia era altamente considerada e incentivada pelos imperadores, que encomendaram oito grandes antologias de poemas em japonês. No final do século x, no entanto, obras em prosa também começaram a surgir, incluindo histórias e contos folclóricos como O conto do cortador de bambu.

Uma pessoa que merece destaque é uma dama de companhia da corte, Murasaki Shikubu, ela escreveu aquele que é considerado o primeiro romance japonês e também tido por muitos como o primeiro romance de todos os tempos: Genji monogatari (O conde de Genji).

 

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Seus 54 capítulos, reconta as experiências e os amores do “Ilustre Genji”, filho deserdado de um imperador japonês. Apesar de apresentar uma sequência de acontecimentos em vez de uma verdadeira trama, as descrições do personagem são convincentes, proporcionando uma percepção não apenas sobre os cortesãos daqueles tempos, mas também sobre seus pensamentos e suas motivações, certamente tornando a obra precursora do romance psicológico.

A história conta a vida inteira de Genji até o auge da geração de seu neto. Apesar de rebaixado ao status comum, Genji está destinado a se tornar o homem mais poderoso da nação. Seus primeiros anos são caracterizados pela busca por prazeres nas mulheres, o que resulta na morte de sua esposa e de sua amante pelas mãos de um espírito maligno. Genji também sofre exílio em consequência de seu estilo de vida. Quando banido de Kyoto, Genji se torna pai da futura imperatriz. Após seu retorno, Genji constrói sua propriedade, chamada Rokujo-in.

O foco da história se altera para namoros, escândalos e problemas políticos que caracterizam a vida na corte. Um episódio central inclui a busca inapropriada de Genji por sua filha adotiva Tamakazura. No desenrolar do conto, Genji fica cada vez mais poderoso, e dependente de sua esposa, Murasaki.

Após a morte de Genji, o conto se desenvolve em cima de Uji, e a perseguição do neto de Genji pela menina Ukifune. A história termina quando Ukifune se retira do mundo dos prazeres terrenos ao demonstrar devoção à religião.

Inspirados na bela história de amor, muitos artistas pintaram um gênero inteiro de imagens baseadas no livro, conhecido como “Imagens de Genji”

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