A floresta dos suicidas

Localizada no Japão Aokigahara, conhecida como a floresta dos suicidas. Ela possui  38 km² e está na base noroeste do monte Fuji, no Japão. Com dois pontos turísticos “A Caverna de Gelo” e “A Caverna Do Vento”.

Ela é conhecida também como “Mar de Árvores“ pois devido à densidade das árvores, que bloqueiam o vento, e à ausência de vida selvagem, ela acaba por ser estranhamente silenciosa.

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Segundo a cultura japonesa, o local é maldito, rodeado de demônios e assombrados pelos fantasmas daqueles que morreram. Não é à toa que eles pensam assim, a floresta é antiga e fica em segundo no ranking mundial de suicídios, perdendo apenas para a ponte Golden Gate, nos Estados Unidos.

Em várias entradas há placas pedindo para as pessoas não cometerem suicídio.

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Aqui estão alguns casos da Aokigahara

  •  Uma mulher entrou na floresta apenas para se aventurar. Contou que colocou uma corda para poder saber onde estava indo e por onde passou, mas a corda misteriosamente se partiu e ela quase se perdeu. Não existia realmente alguém que poderia ter cortado a corda, e os locais assumiram ser um dos espíritos

 

  • Rob Gilhooly, jornalista do Japan Times, conta ter ouvido um berro horrível, que o congelou de medo. E ao seguir o som para saber de onde ele veio encontrou o corpo de um homem, claramente falecido a um bom tempo. Ele diz que o corpo pode não ter berrado, mas sua alma sim.

 

  •  Um monge budista montou um altar para poder tentar “limpar” o local que, segundo ele, possui vários espíritos que incentivam a pessoa a se matar.

 

  • Um casal americano encontrou um monge budista que os auxiliou a sair do meio da floresta, quando os dois estavam perdidos e assustados. Chegando na cidade mais próxima, souberam da lenda de um monge que mora na floresta e impede que as pessoas cometam suicídio, outros acreditam que ele seja um espírito iluminado que impede as pessoas de se matarem.

 

  • Quando os corpos são encontrados, eles ficam em uma localização próxima da floresta e ao anoitecer, sempre ha uma pessoa que dormirá ao lado deles, pois é relatado que se não há ninguém junto, os espíritos passam a noite inteira berrando.

 

Lá é um local adorado por pesquisadores paranormais, por ser considerado um local com bastante influência do outro mundo e inclusive ela foi inspiração para dois filmes bastantes conhecidos. 

1. “Floresta Dos Suicidas” (2013) – Maiko estuda no Japão, e junto dos seus amigos ela faz um documentário em que o principal foco é encontrar a mãe, que cometeu suicídio na floresta. A partir deste momento, você já pode imaginar que as coisas não vão muito bem.

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2. “Floresta Maldita” (2016) – Sara sente que algo ruim aconteceu com a irmã gêmea dela, a Jess. Por isso vai a procura dela em sua última localização conhecida, a floresta dos suicidas. Pela sua conexão forte com a irmã, Sara sente e vê coisas assustadoras durante toda o caminho para ajudar a gêmea dela.

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ATENÇÃO AOS SINAIS

Saiba como identificar características de um jovem com tendências suicidas

  • Alterações significativas na personalidade ou nos hábitos;
  • Comportamento ansioso, agitado ou deprimido;
  • Queda no rendimento escolar;
  • Afastamento da família e de amigos;
  • Perda de interesse por atividades de que gostava;
  • Descuido com a aparência;
  • Perda ou ganho repentino de peso;
  • Mudança no padrão usual de sono;
  • Comentários de autodepreciação recorrentes ou negativos em relação ao futuro;
  • Disforia (combinação de tristeza, irritabilidade e acessos de raiva);
  • Comentários sobre morte, sobre pessoas que morreram e interesse pelo assunto;
  • Doação de pertences que valorizava;
  • Expressão clara ou velada de querer morrer ou de pôr fim à vida.

FORMAS DE PREVENÇÃO

De acordo com a OMS, é possível prevenir 90% dos casos se houver condições de oferecer ajuda. E, diferentemente do que apregoa o senso comum, discutir o problema é uma boa estratégia para combatê-lo.

O importante é reafirmar a preocupação e o desejo de conversar e ajudar, mesmo que isso implique tocar em assuntos delicados. O adolescente deve ser acolhido, receber proteção e apoio, e não castigo. É preciso respeitar a dor do outro. Muitas vezes, podemos achar a motivação banal ou desimportante, mas cada um sente e se angustia com as coisas de forma particular.

Mesmo os casos que indicam baixa letalidade, como cortes superficiais na pele, podem sugerir a ocorrência de tentativas futuras. Não se deve banalizar ou julgar a tentativa como recurso para chamar a atenção.

Para que uma aproximação familiar aconteça, alguns preconceitos devem ser desfeitos e é um equívoco pensar que ameaças são métodos de manipulação. Pense mais como um pedido de socorro. Muitas pessoas que se matam dão previamente sinais verbais ou não verbais de sua intenção para amigos, familiares ou médicos. Ainda que em alguns casos possa haver um componente manipulativo, não se pode deixar de considerar a existência do risco de suicídio.

Outro lugar-comum errôneo é o chavão “Quem quer se matar se mata mesmo”. Lembre-se da ambivalência que caracteriza a complexidade da atitude: aqueles que pensam em suicídio frequentemente estão oscilantes entre viver ou morrer. Outro clichê é de que as tendências suicidas necessariamente vão acompanhar as pessoas por toda a vida, como se elas fossem “problemáticas”. O desejo ou a tentativa podem retornar, mas, talvez, passem.

Pessoas que já tentaram o suicídio podem viver, e bem, uma longa vida!

 

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