“Pessoas diferentes”

download_20190228_075024-447152990.jpeg

Inovação literária

Geoffrey Chaucer provavelmente começou a escrever Os contos de Canterbury por volta de 1387, durante um breve período de ausência de seus afazeres como homem público. O texto marcou uma mudança significativa em seu estilo literário. Seu primeiros poema importante foi Troilus and Criseyde, uma história recontada da história de amor ambientada durante o cerco de Troia, ele era relacionado a temas de corte e escritos parem serem ouvidos em leituras para o público palaciano.

Os contos de Canterbury, no entanto, foi escrito para um público muito mais abrangente, que provavelmente desejava mais ler do que ouvir. É importante mencionar que Os contos de Canterbury constitui um retrato notável da sociedade inglesa na Idade Média, descrevendo homens e mulheres de todos os extratos sociais, da nobreza às classes trabalhadoras.

“Pessoas diferentes”

Os contos de Canterbury tem início com um prólogo geral que ambienta a cena e cria uma estrutura para as histórias que estão por vir. A narrativa se refere a um grupo de 29 peregrinos a caminho do santuário de São Tomás Becket, na catedral de Canterbury, sul da Inglaterra. Os peregrinos se reúnem em uma taberna. Onde o narrador, o próprio Chaucer, une-se a eles.

As peregrinações eram acontecimentos cotidianos na Europa Medieval e Chaucer descreve os peregrinos como “pessoas diferentes”

O prólogo

A maior parte do prólogo geral, descreve os peregrinos, sua classe, vestes e personalidades (incluindo o próprio narrador). Depois da introdução, o prólogo termina com o taberneiro, ou anfitrião, chamado Harry Bailly, sugerindo uma competição. Ele propõe que cada um dos peregrinos conte quatro histórias, duas de ida e duas na volta. Quem contar a melhor história será recompensado com uma refeição grátis, paga pelos demais peregrinos, ao retornarem à taberna.

As histórias

Duas das 24 histórias foram relatadas pelo narrador – o próprio Chaucer. A maioria é escrita em parelhas de rimas. Poucas estão em prosa. Variam enormemente pois Chaucer escolheu temas muitos diversos em estilos literários diferentes, incluindo fábulas, fabliaux (histórias satíricas e grosseiras), versos românticos, homilias religiosas, sermões, alegorias e exempla (narrativa de fundo moral).

Tem a história do cavaleiro que trata de amor e rivalidade entre os irmãos.

Tem a história do moleiro, obscena e cômica, trata de um carpinteiro traído pela mulher.

Tem a história ruidosa e vulgar do oficial de justiça, inclui a descrição de uma fraude sendo enganado ao aceitar um peido como forma de pagamento.

As histórias variam bastante em extensão: uma das mais longas, talvez mais conhecidas, é a história da mulher de Bath. Começa com o prólogo que se estende sobre o caráter dela ( dominadora e ávida por prazeres) antes de seguir com o relato de sua vida agitada, envolvendo seus cinco maridos.

Obra inacabada

Os estudiosos não sabem qual era a intenção final de Chaucer para Os contos de Canterbury, nem mesmo a ordem em que gostaria que as histórias aparecem. A única pista está no prólogo geral, no plano para que os peregrinos contassem quatro histórias cada um. Como só há 24 histórias, tem peregrinos que não constam nem ao menos uma.

Apensar das incertezas em torno da estrutura e do enredo, Os contos de Canterbury são considerados uma obra-prima e um dos feitos literários mais importantes da língua inglesa. Seu humor, vulgaridade e suas observações satíricas permanecem únicas até hoje, passados mais de seiscentos anos desde que foi escrita.

Anúncios
Categorias:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s